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Tim Burton
Boa noite povo!
Cansei de falar de filmes isolados aqui. Analisar fotografia, trilha, direção de arte de um só filme. Por que não falar sobre essas nuances presentes no trabalho de um diretor. No caso, Tim Burton, que esteve por trás das câmeras em PeeWee.
O cara nasceu na Califórnia, e desde seus vinte e poucos produzia animações para a Disney. Mas só estourou mesmo com Os Fantasmas se Divertem, da Warner. No entanto, mesmo famoso, Burton era visto como o esquisitão de Hollywood. Esquisitice mostrada em Ed Wood, onde comprova o seu gosto por filmes B e apreciação por aquele que fora considerado o pior diretor de todos os tempos.
O estilo sombrio sempre esteve em seus filmes. Veja em Edward Mãos de Tesoura, ou até mesmo no Batman. Esse estilo é acentuado pela direção de arte, maquiagem, e música impecáveis (essa última em parceria constante com Danny Elfman).
Mas o que eu quero mostrar não é isso, quero mostrar como tudo começou, em 1982. Utilizando-se da animação em stop-motion ele criou Vincent.
Essa técnica, que consiste na construção de molduras e na demorada produção da cena quadro-a-quadro (lembrando que no cinema são 24 quadros por segundo), também foi usada em A Noiva Cadáver. E mesmo sombrio, o diretor não abandona a docilidade, sutileza, romance e criatividade em seus filmes. É fato, o cara é um puta contador de histórias, prova-mor está em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas.
Só pra fechar, todos relacionam sombras à violência, mas não nos filmes do Burton. Até A Noiva Cadáver trata a morte de uma maneira muito interessante, diferente. O mais violento de seus filmes é Sweeney Todd, a meu ver, o pior deles.
E em abril de 2010, vem a próxima das viagens de Tim Burton: Alice no País das Maravilhas. O trailer é maravilhoso, maquiagem e cenários perfeitos, que a história seja tão bem contada quanto.
Espero que entrem nos links, não dá pra ficar tacando vídeo aqui, né? Todos igualmente bons.
Encontros e Desencontros
Bom dia, noite, tarde, sei lá mais que horas são e onde estamos. Só sei que tudo roda na cabeça e nada para no estômago!
Mas sem choro porque cama que é lugar quente pra jorrar lágrimas. Bora ao filme?
Bom, eu já falei sobre esse filme aqui, mas escolho os filmes não por preferência, ou por qualidade, mas por estado de espírito. Embora pareça que eu esteja me lixando pro blog, coloco posições bastante pessoais. Coisas que não falo diretamente com muitos de meus amigos. Este que segue é um dos meus favoritos, e não tem nada a ver com a película da semana passada. Na última quinta eu tinha raiva mesmo, hoje é uma saudade enorme. Maior que quando sinto o perfume dela, maior que quando vejo suas fotos e ouço sua voz. Saudade que vem de não sei onde e ataca da cabeça aos pés.
Sem mais confissões: Encontros e Desencontros.
Sofia Coppola carregava desde O Poderoso Chefão – Parte III a estigma de ter sido colocada no mercado pelo pai. Só 14 anos depois, em 2004, ela provou que também tem talento. Obviamente não é tão diretora quanto o pai, mas como roteirista é bastante competente. E tudo, tudo mesmo, começa com uma boa história. Só lembrando, Encontros e Desencontros ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original. Nisso com certeza os Coppola são absolutos (só minha opinião).
E puxando um pouco o viés do cinema barato da semana passada a idéia do filme dessa semana também não é nada cara. Claro que a Sofia filmou em Tóquio, com Bill Murray e Scarlett Johansson no elenco, mas criar uma história de amor, amizade, ou seja lá o que for (veja o filme e descubra) é bem filmável. Com bons atores, é claro. Ter um Bil Murray interpretando desafinadamente More Than This, de Bryan Ferry (a mesma música do vídeo acima) é, simplesmente, humano. Idiota, mostrando ataques de felicidade meio irreais, mas é legal de se ver. E Scarlett também, sem comentários, os dois seguram os diálogos de forma cômica, mas sutil. São só duas pessoas de saco cheio que veem um no outro uma chance de escapar do mundo real.
Mas chega de falar do filme, tô contando a história demais.
Por fim, gostei da trilha sonora, às vezes imperceptível, que parece fundir-se ao filme. A fotografia colabora muito com isso também. Provando que um bom trabalho do diretor de fotografia não tem que ser feito em campos verdejantes, com um por-do-Sol maravilhoso. Prédios, neons e jardins bastam para dar cor ao filme.
Obviamente não é um primor de filme. Mas é daí? Todo filme tem que ser uma obra de arte? Cinema também é entretenimento e histórias bem contadas. Às vezes isso basta.
Até segunda, com esportes, de novo…
Se quiserem que eu fale de algum filme, sei lá, o que vocês mais gostam, mais odeiam, comentem aí que eu falo.
Cinema – CÃES DE ALUGUEL
Boa noite, meu povo.
Pois é, agora vocês terão que me aturar duas vezes por semana. Não posso fazer nada se metade dos colunistas desertaram. E como vocês viram no título do post, vou falar sobre cinema.
Como não estou de bom humor, não fiz nenhum esforço de pegar obra bem trabalhada, com fotografia sutil, trilha sonora orquestrada. Escolhi um dos meus filmes favoritos. Que é bastante violento, sangrento e inspirador.
“Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs) é o primeiro longametragem dirigido pelo Quentin Tarantino (sim, é dirigido mesmo, muita gente diz que ele só escreveu e produziu, mas ele mandou no negócio também), lançado em 1992. Conta a história de seis ladrões profissionais que não se conhecem e são escalados para assaltar uma joalheria. Mas, como em todo filme que se preze, alguma coisa sai errado.
O destaque do filme é o roteiro, do próprio Tarantino, que ja apresenta aqueles diálogos que fogem do cerne da trama, mas humanizam os personagens. Quem não gosta do papo da maionese nas fritas de Pulp Fiction (vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes), hã? Não viram? Aluguem, comprem ou procurem no youtube. Porque Tarantino não é só Kill Bill.
Outro aspecto que torna o filme inspirador, principalmente para quem quer começar a filmar é perceber o quão barato um filme pode ser. Um longa com 13 mil dólares? Ele mesmo quem disse, ó! Óbvio que não disse para o NI, mas disse, tá no DVD.
Eu nem tentei vender “Cães de Aluguel”. Mas eu poderia fazer “Cães de Aluguel” em 16mm com US$ 13 mil. Eu poderia fazer meu filme. Eu não precisava fazer concessões. Se me dessem um milhão, legal, mas eu podia fazer com US$ 13 mil em 16mm. Seria em uma garagem, mas tudo bem.
Certamente, após a entrada de Harvey Keitey (de Mean Streets e Thelma & Louise), muita grana entrou, mas a idéia inicial prova que filmar não é tão caro como se pensa. Se você acha que tem talento, siga em frente.
Definitivamente, e mesmo pela característica do filme, não há nenhum trabalho memorável de fotografia, nem de maquiagem, mas nada que deixe a desejar.
O que eu gosto, no entanto, particularmente, é a trilha sonora. Os Hits dos anos 70 transformaram uma trama urbana de um bando de ladrões em um clássico. Não se sabe de quê exatamente, comédia, policial, mas ainda assim um clássico.
POST EXTRAORDINÁRIO – A volta do filho pródigo
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr’as coisas
Que eu deixei
EU VOLTEI!
Depois de muito tempo longe de vocês estou de volta. Estava curtindo umas aventuras sexuais no México, e acabei contraindo o vírus. A (H1N1), agora estou completamente recuperado e pronto para todo o tipo de orgias e peripécias possíveis.
Falando serio, gostaria de pedir desculpas para os membros desse blog, e principalmente aos meus queridos leitores (se existir algum). Por motivos de força maior não estava escrevendo mais. O problema já foi resolvido e estou de volta para a alegria de muitos, e tristeza de outros.
A partir de segunda feira, estarei com vocês falando das aventuras sexuais e claro, A Sétima Arte, que particularmente eu adoro e com certeza muitos de vocês.


