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DESMANDO PÚBLICO AO TEATRO

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Olá mocinhos e mocinhas,

Hoje venho publicar um manifesto da classe artística nacional contra a repressão exarcebada e sem controle da Policia contra um espetáculo teatral. Acompanhe o relato que nosso colaborador Thiago Arrais enviou!

“Na última terça-feira, 25 de maio, em apresentação na praça José de Alencar, atores do espetáculo Rãmlet Soul foram agredidos física e moralmente, sob incitação e conivência de policiais militares (ver relato e vídeo anexos). Os policiais, desrespeitando os direitos básicos de cidadania e de expressão artística, promoveram a violência – inaceitável sob qualquer pretexto – contra o elenco da peça, sob alegações homofóbicas, e em total abuso de poder. O espetáculo, que ao longo de sua trajetória jamais encontrara problema semelhante por parte do cidadão comum (que perfaz o seu público de realidades tão diversas), viu-se surpreendido pela violência criminosa ter partido da intolerância e do desmando de um braço institucional do Estado, destinado justamente a proteger: a polícia – em total desacerto com os limites legais do seu ofício.

 

Defendemos que tal ocorrido, em tempos de garantias democráticas, e quando acreditamos no poder da arte para que transformações humanizantes se processem no mundo, é em tudo inadmissível. Entendemos que a agressão sofrida transcende os limites de uma peça, sendo extensiva ao teatro como um todo: este, sim, o maior agredido na dignidade de sua função. Vivemos, com toda certeza, um momento em que o poder da arte teatral se reafirma por todo o país. Um teatro que se expande, conquista novos públicos, busca a dignidade de seu oficio e de sua função pública, que vem se inserindo no centro das questões de seu tempo. É por esse motivo que fatos como o ocorrido no último dia 25 não podem ficar impunes e em silêncio.

De forma mais detalhada

O espetáculo Rãmlet Soul, que esteve em cartaz ao longo do mês de maio no Theatro José de Alencar, sofreu de violência física e verbal, nesta terça-feira (25/05), pouco depois das 18h, sob estímulo e conivência de PMs. Os atores Junior Barreira, Saymon Moraes e Sol Mouffer foram agredidos e o ator George Alexandre e o músico Saulo Raphael ameaçados durante a apresentação da primeira parte da peça, que ocorre na Praça José de Alencar.
 
Inicialmente, os PMs (de nomes Geraldo, França e Lacerda) abordaram os atores de modo truculento, abusivo e confrontador, alegando que não podiam estar na rua, interpretando seus papéis de michês, apenas de toalha, o que configuraria atentado ao pudor   nas seis apresentações no TJA e dez apresentações na Praia de Iracema, bem como em sua participação em festivais, o espetáculo jamais teve problemas similares. Os policiais exigiram que os atores se retirassem da praça, onde a peça iniciava a penúltima apresentação desta temporada. Os atores reivindicaram por seu direito de trabalho em espaço público. Os PMs, cada vez mais agressivos, insistiram que aquilo não era trabalho, mas sim “sem-vergonhice . Um deles, o mais velho, quando questionado pelo ator George Alexandre sobre sua postura, ameaçou-o com expressões do tipo: não tenho medo de nada; eu nasci foi pra morrer. O policial, abusando de suas atribuições e de sua função pública, foi aglomerando os transeuntes da praça em torno dos atores da peça, em mobilização contra o elenco (temos este registro em vídeo). Pouco depois, sob esse clima tenso, numa das cenas peça em que os michês, em triste paródia da vida real, são expulsos de seus pontos e correm acossados, um dos PMs, novamente o  mais velho, insuflou transeuntes e deu a ordem contra o elenco: mostra pra eles o que é teatro. Armados de porretes e de facas, os agressores aplicaram socos, tapas e pontapés nos atores Junior Barreira e Saymon Morais. Dois outros atores da peça, Yasmin Elica e Jhon Jonas, presenciaram o momento em que o policial instigou tal agressão. A atriz da peça, Sol Mouffer, também próxima da confusão, em cena que carrega uma pedra na mão (parte do espetáculo já tantas vezes apresentada naquele espaço), foi agarrada pelo braço por um dos policiais, que, pressupôsque ela iria agredi-lo com o objeto. Finalmente, após a violência sofrida (sob ameaças de ser furado à faca pelos agressores), o ator Junior Barreira, ignorando que partira da polícia o comando para atacá-lo, procurou o referido efetivo policial para queixar-se do que aconteceu,  e obteve esta resposta de um dos PMs: Defender você? Não estou aqui pra lhe defender. Isto que você faz é uma baitolagem. Você mereceu”. Situação que justificou as lágrimas do ator, abalado como outros artistas da peça que também sofreram agressão, incluindo o músico Saulo Raphael, que, por tentar proteger os atores da situação de perigo, fora jurado pelos agressores, em promessa de violência para a apresentação seguinte, nesta quarta-feira, dia 26/05. Fato que justificou que Rãmlet Soul encerrasse a temporada do TJA sob proteção de – outra – escolta policial, solicitada pela direção do teatro, num deplorável quadro de “polícia protegendo da polícia”. 
  
A baitolagem a que se referiu o pm instigador da agressão aos atores, e que, na sua visão, justifica tanta violência, faz parte de um espetáculo premiado nacionalmente, pela Funarte/Petrobras, bem como pela Prefeitura de Fortaleza, tendo obtido repercussão em dezenas de veículos de comunicação e que, apenas três dias antes, havia lotado o Porão do Theatro José de Alencar em plena meia-noite.

Rãmlet Soul é uma peça que procura se inserir no que a cidade é, de fato.
Será por isso que a polícia mandou bater?
 
Thiago Arrais
(diretor do RÃMLET SOUL)
 
E a nossa atitude qual será? Nos calarmos? esta acontecendo um abaixo assinado para que ações abusivas dessa natureza não aconteçam mais, entre em contato pelos comentários e vós envio a forma de participar de forma ativa nesse protesto!

MORRE CARTUNISTA!

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Olá mocinhos e mocinhas,

Hoje as notícias não são nada boas, O cartunista Glauco Villas Boas, 53, foi morto nesta madrugada em sua casa, em Osasco, após uma tentativa de sequestro. Raoni, 25, um dos filhos do cartunista, também morreu durante uma discussão com dois homens armados que invadiram a casa. Os homens invadiram o local por volta da meia-noite. Glauco negociou com os bandidos e convenceu a sair com a dupla, deixando a mulher e os filhos em casa. Quando saía de casa, Raoni chegou no local e houve uma discussão com os assaltantes, que atiraram e mataram pai e filho.

Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a publicar suas tirinhas no “Diário da Manhã”, de Ribeirão Preto, no começo dos anos 70.

Em 1976, foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba e, no ano seguinte, começou a publicar seus trabalhos na Folha de maneira esporádica. A partir de 1984, Glauco passou a publicar suas tiras regularmente no jornal.

Entre seus personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros.

Em 2006, ele lançou o livro “Política Zero”, reunião de 64 charges políticas sobre o Governo Lula publicadas na Folha.

Me pergunto quantas outras vítimas serão necessárias para que nosso mundo deixe de ser tão violento, não há o que mais os brasleiros fazerem a não ser ficarem “presos” em suas residências super “seguras” com alarme, cerca elétrica, e com um sistema de segurança invejável de muitas cadeias públicas.

Nós do NI lamentamos mais essa perda. E esperamos de verdade que essa realidade mude!

 

Fonte: www.folha.uol.com.br

Escrito por Bruna Cris

12/03/2010 em 09:22

COTIDIANO – LOUCURA

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Olá mocinhos e mocinhas,

Hoje vim falar de uma ação que me coloca de frente com o mundo em que estamos hoje, violência passa a ser: “fatos normais, que estampam uma página de jornal”

Uma criança de 11 anos foi vítima de um disparo por arma de fogo, na tarde desta terça-feira, no bairro Maria Helena, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A menina foi baleada por dois homens que passavam pela rua em uma bicicleta. Outro jovem, ainda não identificado, também ficou ferido com os tiros.

Dois suspeitos foram identificados, mas até o final da tarde desta terça, não haviam sido presas (pra variar). A Polícia Militar não informou se as duas pessoas feridas eram os alvos dos suspeitos (até por que nem eles devem saber).

O jovem e a criança baleados foram conduzidos para o Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Tolentino Neves.

(Publicação: 15/12/2009 18:22

no portal UAI)
Até onde isso vai? Quem são os bandidos? E quem passa a ficar preso em suas redomas com medo do que pode acontecer caso saia? Que merda de mundo é esse? Em que tudo passa a ser NORMAL…

Escrito por Bruna Cris

16/12/2009 em 08:37

Publicado em Bruna Cristina

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Cinema – CÃES DE ALUGUEL

com 6 comentários

Boa noite, meu povo.

Pois é, agora vocês terão que me aturar duas vezes por semana. Não posso fazer nada se metade dos colunistas desertaram. E como vocês viram no título do post, vou falar sobre cinema.

Como não estou de bom humor, não fiz nenhum esforço de pegar obra bem trabalhada, com fotografia sutil, trilha sonora orquestrada. Escolhi um dos meus filmes favoritos. Que é bastante violento, sangrento e inspirador.

“Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs) é o primeiro longametragem dirigido pelo Quentin Tarantino (sim, é dirigido mesmo, muita gente diz que ele só escreveu e produziu, mas ele mandou no negócio também), lançado em 1992. Conta a história de seis ladrões profissionais que não se conhecem e são escalados para assaltar uma joalheria. Mas, como em todo filme que se preze, alguma coisa sai errado.

O destaque do filme é o roteiro, do próprio Tarantino, que ja apresenta aqueles diálogos que fogem do cerne da trama, mas humanizam os personagens. Quem não gosta do papo da maionese nas fritas de Pulp Fiction (vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes), hã? Não viram? Aluguem, comprem ou procurem no youtube. Porque Tarantino não é só Kill Bill.

Outro aspecto que torna o filme inspirador, principalmente para quem quer começar a filmar é perceber o quão barato um filme pode ser. Um longa com 13 mil dólares? Ele mesmo quem disse, ó! Óbvio que não disse para o NI, mas disse, tá no DVD.

Eu nem tentei vender “Cães de Aluguel”. Mas eu poderia fazer “Cães de Aluguel” em 16mm com US$ 13 mil. Eu poderia fazer meu filme. Eu não precisava fazer concessões. Se me dessem um milhão, legal, mas eu podia fazer com US$ 13 mil em 16mm. Seria em uma garagem, mas tudo bem.

Certamente, após a entrada de Harvey Keitey (de Mean Streets e Thelma & Louise), muita grana entrou, mas a idéia inicial prova que filmar não é tão caro como se pensa. Se você acha que tem talento, siga em frente.

Definitivamente, e mesmo pela característica do filme, não há nenhum trabalho memorável de fotografia, nem de maquiagem, mas nada que deixe a desejar.

O que eu gosto, no entanto, particularmente, é a trilha sonora. Os Hits dos anos 70 transformaram uma trama urbana de um bando de ladrões em um clássico. Não se sabe de quê exatamente, comédia, policial, mas ainda assim um clássico.

O CAUSADOR DAS DISCÓRDIAS DO MUNDO

com 23 comentários

Imagem: CAPIM MARGOSO

Imagem: CAPIM MARGOSO

Boa noite caros amigos!

Obedecendo às opiniões votantes, vou ter que comentar sobre as discórdias que este ser escrivinhador protagonizou. Haja problema, viu? Para não transformar as discórdias em guerras, mudarei alguns nomes e lugares. Não sou desses aficionados por astrologia, porém creio que um sagitariano com lua em Peixes não corresponde aos tipos segregadores de seres humanos. Vamos lá às confissões (esse blog ainda acaba com minha carreira).

Você conhece gente ciumenta? Ô raça, não é? E gente que não dá satisfação a ninguém? Piorou! Agora se coloque entre as duas. Imaginou? Essa eu não comento mais, muito invasiva.

E quem comenta em blog, entende errado, escreve o errado e o outro que lê distorce cada vez mais. No final isso aqui vira uma orgia, e nem é segunda-feira já que o senhor Estanislau está com medinho de sua explicitude.

Bom, não vou falar mais nada de discórdia. Prefiro causar discórdia. Esse negócio de contar caso é coisa de gente apaziguadora além de ser autodepreciativo.

Vou colocar alguns pontos em discussão aqui:

Primeiro: meu galo ganhou, é primeiro no mineiro! Não me digam que não significa nada, isso é papinho de cruzeirense fanático que passa o horário de almoço assistindo a programas esportivos nada informativos.

Segundo: monogamia é uma merda, cientificamente falando. Pergunte-me por que.

Terceiro: As enquetes estão lá, por favor, critiquem-nos. É muito importante para nós. Elogios rasgados apenas buscamos da senhorita Wanir (digníssima professora de TREPJ). E dêem sugestões de enquetes e entrevistas para nosso blog (abriremos esse espaço a partir de abril).

Quarto: qual é o maior indício de relacionamentos secretos? Mensagens despretenciosas às duas da manhã, almoços despretenciosos no Mc Donald’s, canções de amor despretenciosas no horário de trabalho ou interurbanos despretenciosos ao longo do dia?

Porra queria falar das músicas de litígio, ou da poligamia. Muito melhor! Mas vou ser gentil com as propostas de posts que receber, ok?

Grande abraço e até semana que vem. Ou por aí nos POSTS EXTRAORDINÁRIOS.

Escrito por Continuistas

25/03/2009 em 21:29

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